Jana Buttner
Em seu trabalho, ela acredita que cada pessoa tem uma experiência diferente ao contemplar uma obra de arte; Algumas pessoas experimentam prazer visual, outras se veem representadas, criando uma conexão instantânea com a obra. Ela se esforça para abarcar tudo isso em seu trabalho, explorando a figura humana e se expressando artisticamente através dela. Quando se trata de ideias, não apenas a experiência visual, como a encontrada na natureza, mas também a leitura e a audição são fontes importantes para ela. Isso inclui, entre outras coisas, música e histórias, sejam escritas ou contadas por pessoas que ela conhece. Essas ideias permanecem em sua mente inicialmente, algumas são deixadas de lado e outras eventualmente se transformam em imagens e em algo tridimensional, algo palpável. Um desenvolvimento que a fascina. Jana sente uma profunda conexão com a argila, o material que lhe dá a oportunidade de se expressar com as próprias mãos. Ela gosta de simplificar certas partes da escultura, experimentar diferentes texturas e mesclar formas. "É como ler um livro: você não precisa ler cada palavra para entendê-lo, basta ler a primeira e a última letra e seu cérebro já sabe o que a palavra significa". Ela tenta fazer o mesmo com seu trabalho, mesclando bordas e unificando elementos. A beleza de trabalhar com modelos vivos reside no fato de que a pose muda constantemente conforme o modelo se move. Embora isso represente um desafio, também lhe permite escolher o momento que deseja capturar. Essa escolha pode variar entre a vulnerabilidade e a força. Seu objetivo é provocar emoções e estimular a empatia no espectador. O espectador deve se sentir envolvido pela obra, de modo que possa se identificar com ela. A tridimensionalidade e o espaço que as esculturas ocupam podem criar uma presença natural. Isso tem o potencial de permitir uma conexão emocional com o espectador. Obras figurativas, em particular, podem nos tocar justamente porque podemos nos reconhecer nelas. É por isso que ela gosta de trabalhar com modelos vivos: cada espectador pode se encontrar, em certa medida, em sua obra.
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